Friday, September 30, 2011

supercola

Não sei qual destas tarefas será a mais difícil:

1. Retirar um tubo inteiro de supercola dos dedos (e unhas de gel) da mão esquerda;
2. Ao querer retirar uma gotinha de cola para colar uma fita da sandália, espremer um tubo de supercola ao ponto de o romper da parte de trás, fazendo a cola sair disparada em direção aos dedos, unhas (interior e exterior), palma da mão, chão da cozinha, bancada e azulejos.

Eu executei a tarefa 2 na perfeição mas relativamente à tarefa 1., ainda me encontro a arrancar (à dentada) bocados de pele.

À noite, vou ter que, com a faca, raspar as unhas.

Ah, é verdade, a cola funciona muito bem na pele humana (recomendo, portanto, para quem queira, por exemplo, colar um dedo a outro); a fita da sandália descolou passados poucos minutos...

Depois do jantar

No regresso de um jantar de amigas, e aliviada por ter o privilégio de gozar, de vez em quanto, destes belos momentos em que não tenho que cozinhar e arrumar a cozinha, reparo, ao entrar na garagem, e por ver a mota arrumadinha, que ele já se encontra em casa. O jantar com o amigo deve ter acabado mais cedo...

Subo no elevador e, ao chegar ao meu piso, sinto um forte cheiro a queimado. Meto as chaves à porta, vejo-o, sorridente, no sofá, e é ai que me percebo tudo: o sporting jogou hoje e meteu-se a fazer hambúrguers, ovo estrelado e batatas fritas.

- Já viste como deixaste a cozinha? O grelhador está cheio de carne já seca e colada, o prato idem idem, o fogão está um nojo, e está tudo desarrumado!
- Cama, fofinha! Já vou limpar. Não te zangues. Estive a ver o jogo e ainda não tive tempo.

E eu até sei que ele ia limpar... quando já não houvessem copos lavados para beber whisky ou tijelas para descascar os amendoins. Mas é por estas e por outras que vou tentar não me esquecer de, no próximo jantar de amigas, deixar a cozinha fechada a chave.