Wednesday, September 28, 2016

Manel das ovelhas

Dizem as más (e boas) línguas que o Manel das ovelhas se deita com as inúmeras ovelhas que tem.

De facto, nunca ninguém lhe conheceu uma mulher (ou homem, pronto). Tudo bem para mim que não sou preconceituosa. Cada qual tem os seus gostos e ninguém tem nada a ver com isso.

Hum…

Será que o faz de joelhos ou assim agachadito?

O Manel das ovelhas costuma vender as namoradas por altura da páscoa.

Férias

No Verão:

- E se fossemos às Maldivas em Outubro?
- Vamos para o Alentejo. Não quiseste ter um Monte?
- Hum.

No início de setembro:

- E de fossemos às Maldivas para o mês que vem?
- Vamos para o Alentejo. Não quiseste ter um Monte?
- Hum. E para o ano que vem?
- Vamos para o Alentejo. Não quiseste ter um Monte?

Vende-se Monte!

Não tem limões?

Na mercearia da terra:

- Não tem limões?
- Nã. Normalmente, as pessoas têm limoeiros e não compram limões.
- Hum. E tem por acaso um limoeiro com limões para dar?
- Sim, vou apanhar uns quantos para levar...

Monday, September 26, 2016

Bolinhas

- Não dormi nada esta noite. A merda do bolinhas. Não se cala, o filha do puta do cão.
- Devíamos matá-lo.
- Temos que pensar num plano para não deixar pistas...

Poi

Aos fins de semana:
- Então, vizinha, está melhor?
- Poi.
- Hoje vai estar novamente calor, não acha?
- Poi.
- Tem razão, vizinho, amanhã vou apanhar aquelas ervas.
- Poi.
- O bolinhas hoje está murchinho. Já não ladra com naquele timbre esganiçado.
- Poi.
- Que sorte essas flores não terem morrido com os (normais) 45º que se fazem sentir aqui, vizinha.
- Poi.

Durante a semana:
- Amor, queres ver um filme hoje à noite?
- Poi.
- Poi?
- Sim, poi. E então?



Queméque vai iss?

- Queméque vai iss, vizinho? - É a forma de cumprimento lá na terra. É ótimo para quem, no meu caso, confunde ou não se lembra do nome da malta alentejana que vive nas imediações.
- Vai tudo bén.

Monte

Já não vinha aqui há anos. Entretanto, comprei um monte no Alentejo. Aquilo era uma ruina mas tenho vindo a arranja-lo e está um mimo. Quase, quase pronto. Tem demorado. Sim, sofri na pele as evidências (não é mito, asseguro) da lentidão alentejana. Esqueçam o "devagar, devagarinho, parado!". A coisa é mesmo "parado, paradinho, porra, que já me estou a passar!:

- Então Sr. Buracos, quando é que acaba a obra? Já se passaram 6 meses...
- "Pásemana", Dona Vivian, "pásemana" recomeço.

E na semana seguinte:

- Então Sr. Buracos, quando é que acaba a obra? Já se passaram 6 meses e mais uma semana...
- "Pásemana", Dona Vivian, "pásemana" recomeço. Agora é que é mesmo.

E por aí adiante. Até hoje.

Sim, as semanas foram passando e o Sr. Buracos a dizer que para a semana é que é. Que em principio sim, que em princípio sim. Puta que pariu o Sr. Buracos, o canalizador, o gajo da junta e todos aqueles que contribuem diretamente para que eu continue a dizer mal dos alentejanos. 

Mania que é fino

A minha vizinha Conceição, lá do Alentejo, é bué da porca, como se diz na gíria portuguesa. Mesmo badalhoca.

Houve um dia em que o irmão, o Jaquim Manel, que já vive na cidade há muito ano, veio almoçar a casa da Conceição. Começa-se o almoço e as galinhas da Conceição decidem “voar” para cima da mesa, na espectativa de bicarem parte da refeição, que acho que eram migas de tomate com carne de porco. O Jaquim Manel torceu a venta, achando que aquilo era uma valente porcaria, mas como não queria zangar-se com a irmã, respirou fundo e nada disse. Vai daí, uma das galinhas, que estava perto do prato do Jaquim Manel, cagou em cima da mesa e o Jaquim Manel, não aguentando mais e roxo de raiva, explodiu:

- Porra, Conceição, que merda é esta das putas das galinhas estarem a cagar em cima da mesa enquanto comemos?

- Jaquim Manel, raios ta partam, moço. Desde que foste para a cidade que tens a mania que és fino. Come e cala-te.